Marcelo Lacerda testa novo SD250.2D
texto produzido por Antonio Marcos Feitosa Da Silva - 03/05/2012
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Alaviação do Sr. Marcelo Lacerda no SD250.2D em audição e com RTA:
Ele permitiu a publicação de sua avaliação.

Caro Juliano,

Tal como havíamos combinado, fiz alguns testes com o amplificador SD250.2D. Segue abaixo a história completa e conclusões finais:

Recebi o aparelho e, provavelmente como todos os demais que o testaram, fiquei surpreso com o reduzido tamanho. Além disso, muito bonito (esteticamente falando). Nota-se a preocupação em fazer o produto com bom acabamento.

Aproveitei um dos quartos vazios no meu apto e montei o que julguei necessário para uma audição “descompromissada” e subjetiva. Usei uma fonte GILSON de 50A em conjunto com 2 baterias automotivas de 60A/h (mais do que o suficiente para este amp).

Liguei o amp e coloquei-o sobre a fonte para ver se conseguia introduzir ruído nele. Não consegui. Seu amplificador trabalhou perfeitamente e SEM RUÍDOS.

Para comparação escolhi um amplificador campeão da IASCA, com dois canais, modelo KS-AX-6700 (que diga-se de passagem é um excelente aparelho – comportamente muito neutro) com dois canais de 150 Watts RMS em 2 ohms (75 Watts RMS a 4 ohms).

A unidade central utilizada foi um KENWOOD 24bits DAC.

Utilizei um kit componente da marca FOCAL, linha Acess de 5″ em caixa selada de 0,5 litros com F3 em 120Hz que simula o falante instalado em pezinho ou peitinho dentro de um carro.

Subwoofer Audiophonic de 10″ em caixa selada com 23 litros com F3 em 48Hz.

Um equipamento de RTA30 com notebook Acer e microfone M4 para levantamento da curva de resposta a 1/3 de 8ª.

Iniciei o teste ouvindo o amplificador JVC com o CD da Rebecca Pidgeon na faixa SPANISH HARLEN. Depois de 2 minutos passei para o SOUNDIGITAL. A impressão foi de que a voz estava ligeiramente mais “aberta” (o que é muito bom), porém havia uma sibiliância que era muito fraca. Voltei e testei novamente com o JVC e a tal sibilância realmente existia, porém era mais nítida no SOUNDIGITAL do que no JVC. A diferença é tão sutil que se não fosse um teste comparativo com mudança de amp INSTANTÂNEA eu não teria percebido.

Voltei para o JVC e passei a ouvir NATALIE COLE > When I Fall In Love. Desta vez o papai dela cantava também e o médio-grave era bem presente. Passando para o SOUNDIGITAL notei que a voz dos cantores realmente parecia mais “aberta” ou limpa, porém uma pequena e quase desprezível queda no médio grave foi notada, bem como uma sibilância quase psicológica. Ouvi várias vezes para ter certeza… só depois da quarta vez foi que me dei por satisfeito. Seu amplificador toca quase igual a um JVC de referência para sistemas automotivos HI FI. Parabéns para você !

Passei o ruído rosa para o amp JVC e depois para o SOUNDIGITAL. Veja as figuras com os nomes JVC.JPG e SOUNDIGITAL.JPG. O formato da curva de resposta não é dos amplificadores sozinhos, mas sim do resultado do som saído dos alto-falantes, o que mostra um pico nos agudos (provocado pela diferença de sensibilidade entre médio e tweeter – não mexi na chave do L-PAD do crossover). Notei que minhas impressões foram confirmadas porque o SOUNDIGITAL apresentou uma queda de aproximadamente 3dB em 100Hz (o que me fez acreditar que o médio grave teve uma ligeira queda) e temos um aumento pequeno de cerca de 0,5 a 1dB em quase todas as frequências acima de 630Hz em relação ao JVC.

Sobre potência: Aos ouvidos o aparelho mostrou-se praticamente tão potente quanto o JVC de 75 Watts por canal a 4 ohms. Não medi a potência do seu equipamento nem a distorção por falta mesmo de tempo (o que me interessava era saber se o amp tocava forte e limpo e neste teste ele passou bem). Tocou o subwoofer em bridge com louvor !!!

Resumo: Se eu der nota 10 em todos os quesitos para o amplificador JVC KS-AX-6700 (levando em conta que este amplificador JVC foi superior aos aclamados ROCKFORD FOSGATE PUNCH 200 X2 e quase a mesma coisa que um SOUNSTREAM REFERENCE 414-S… então abaixo segue as notas para seu equipamento:

Design e estética = 10 – a parte de acrílico realmente é linda.

Conectores = 9 – é complicado ler qual é o + e – dos canais quando o amp está dentro do porta-malas.

Facilidade de instalação = 10 – pequeno… cabe em qualquer canto.

Ajustes = 8 – o potenciômetro de ajuste da sensibilidade carece de uma escala indicativa.

Robustez = 9 – apertei com força e o acrílico não quebrou nem nas partes mais delicadas. Só não ganhou nota 10 porque se insistir com algum objeto metálico… daí sim… ele quebra.

Fidelidade do som = 8,5 – tem uma leve e quase imperceptível sibilância nas altas e em 100Hz teve uma pequena queda. Apesar disso pode ser utilizado sem medo por qualquer pessoa que queira um sistema de alto desempenho.

Ruídos = 10 – se levar em conta ruído no circuito eletrônico de áudio. Instalado ao lado de uma fonte o aparelho não apresentou qualquer sinal de ruído.

Ruído de funcionamento = 4 – É aqui que o amplificador tem um ponto fraco. O ruído não é dele, mas sim da ventoinha que funciona e realmente chega a incomodar. Dentro do porta-malas não é problema, mas 3 ou 4 peças no porta-malas… Acredito que uma ventoinha mais silenciosa ou até mesmo a redução na velocidade deve ajudar muito neste sentido.

Potência = 10 – Tamanho não é documento para este aparelho. Surpreendeu-me a dinâmica do aparelho. Forte mesmo. Tocou tão forte quanto um amp de 300 Watts RMS e o mais importante… tocou limpo…

Relação custo x benefício = 10 (com louvor). Enquanto um JVC não custa menos que 1000,00… seu equipamento oferece som de alta fidelidade por 1/6 do preço.

Recursos = 8 – amplificador não tem que ter muitos recursos… mas quando seu equipamento tiver um xover com frequência selecionável… vai ficar perfeito !

Conclusão: O equipamento é melhor do que eu imaginava… posso dizer que se fizer testes cegos ele deverá superar amplificadores famosos. Quem estiver com receio de experimentar o novo… pode ficar tranquilo porque este amp cumpre o que promete, chegando a superar as expectativas. Parabéns a você e a toda a equipe da Soundigital pelo aparelho.

 

 





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